Amamentando o Bebê

by fabi on 16 de maio de 2013

in Amamentação

Preparei este post para ajudar as mamães nesta hora que gera tanta angústia! Será que estou amamentando certo? Será que estou fazendo da forma correta? Será que meu filho está ganhando peso? Devo dar suplemento? É tanto será, será e será?? Amamentei meus 3 filhos até 1 ano de idade e acredito que este tenha sido um dos maiores presentes que consegui dar a eles e a mim também!

As perguntas abaixo foram preparadas de acordo com as dúvidas que sempre tive e também a partir de pontos onde minhas idéias não combinavam com o que eu discutia com outras mães. Por exemplo, eu NUNCA fiz nenhuma preparação no bico da mama durante a gestação, sempre achei um saco, não tinha tempo e preferia pensar que meu corpo se encarregaria disto. Por surpresa minha, durante esta entrevista descobri que meu ponto de vista não estava errado.

Apresento a vocês a Rosane Baldissera, Nutricionista e Consultora em Amamentação que nos ajuda a esclarecer algumas dúvidas.

Rosane Responde: O colostro é produzido em pequena quantidade até o 7º dia após o parto, e ele é extremamente importante ao bebê pois fornece inúmeros nutrientes, entre eles as imunoglobulinas, que são anticorpos, com a função de defender o organismo de doenças, elas são a primeira vacina do bebê.

 Rosane Responde: Isso é muito comum acontecer e extremamente benéfico. O útero dói porque ele se contrai durante a amamentação, por conta da ocitocina (hormônio responsável pela ejeção do leite materno). A dor é na forma de cólica, como uma cólica menstrual. Este é um dos inúmeros benefícios do aleitamento materno, ou seja, faz com que o útero retorne mais rápido ao tamanho normal. Para amenizar as cólicas, um calor local vai ajudar bastante, porém, as dores tendem a diminuir rapidamente, e os remédios devem ser evitados.

Rosane Responde: A “preparação” das mamas para a amamentação, tão difundida no passado, não é recomendada. A gravidez se encarrega disso. Manobras para aumentar e fortalecer os mamilos durante a gravidez, como esticar os mamilos com os dedos, esfregá-los com buchas ou toalhas ásperas, não são recomendadas, pois na maioria das vezes não funcionam e podem ser prejudiciais, podendo inclusive induzir o trabalho de parto. O uso de conchas ou sutiãs com um orifício central para alongar os mamilos também não tem se mostrado eficaz. A maioria dos mamilos curtos apresenta melhora com o avançar da gravidez, sem nenhum tratamento. Os mamilos costumam ganhar elasticidade durante a gravidez e o grau de inversão dos mamilos invertidos tende a diminuir em gravidezes subsequentes. Nos casos de mamilos planos ou invertidos, a intervenção logo após o nascimento do bebê é mais importante e efetiva do que intervenções no período pré-natal. O uso de sutiã adequado ajuda na sustentação das mamas, pois na gestação elas apresentam o primeiro aumento de volume. Se ao longo da gravidez a mulher não notou aumento nas suas mamas, é importante fazer um acompanhamento rigoroso do ganho de peso da criança após o nascimento, pois é possível tratar-se de insuficiência de tecido mamário.

Rosane Responde: Mães com silicone, normalmente, não apresentam dificuldade para amamentar. Porém, mães que fizerem cirurgia redutora de mamas, podem apresentar problemas. Depende de cada caso e de como foi realizada a cirurgia, se houve muita retirada de glândulas mamárias, se os ductos mamários foram preservados. Tem nutrizes que fizeram redução de mamas e que conseguem amamentar normalmente, outras amamentam parcialmente (peito mais complemento) e algumas não conseguem amamentar. Então, nada de se preocupar com isso durante a gestação, o importante é que a nutriz seja acompanhada no pós-parto por um profissional especializado em amamentação e que saiba apoiar no momento certo.
Rosane Responde: Se o bebê estiver com a pega errada, não irá adiantar mudar de posição, pois ele vai manter a pega errada. Às vezes pode ajudar mudar a posição, mas na maioria das vezes não adianta. A mamãe deve corrigir a pega para não machucar os mamilos, ou seja, boca do bebê bem aberta, lábios virados para fora, bebê abocanhando quase toda a aréola (parte escura do seio) e bochechas do bebê bem redondinhas.
Rosane Responde: O tempo que o bebê fica mamando em cada seio não tem a ver com machucar o bico do seio. O bebê pode ficar um minuto mamando e fazer um enorme estrago no mamilo da mãe, assim como pode ficar uma hora e não machucar. Se a pega do bebê estiver correta, não ocasionará lesões nos mamilos.O correto é o bebê esvaziar primeiro uma mama para depois passar para a outra, e isso não tem tempo certo. Cada bebê tem uma velocidade para esvaziar a mama. Tem bebês que levam 15 minutos, outros 30 minutos, depende mesmo de cada um. Então, eu indico que a nutriz coloque o bebê para mamar, e quando ela sentir que a mama está “vazia”, que ela mude de mama, pois assim o bebê irá receber o leite mais gordinho, do final da mamada.

Rosane Responde: Em média, no primeiro mês, um bebê ganha de 20 a 30 gramas de peso por dia. Mas existem os bebês que fogem as regras, e que podem ganhar menos ou mais. Se o bebê ganha 10g por dia, e está bem, evacuando e urinando normalmente, com choro forte, ativo, não há com que se preocupar.

Rosane Responde: O leite maternos deve ser exclusivo até o sexto mês de vida, ou seja, não precisa nada de água, chás, ou outros alimentos. A partir do sexto mês a mamãe deve fazer a introdução gradual dos alimentos complementares, e deve manter a amamentação até os dois anos ou mais. Depois do primeiro ano de vida, o leite materno continua fornecendo todos os nutrientes e benefícios, inclusive proteção contra doenças.

Rosane Responde: A grande maioria das mulheres tem condições biológicas para produzir leite suficiente para atender à demanda de seu filho. No entanto, uma queixa comum durante a amamentação é “pouco leite” ou “leite fraco”. Muitas vezes, essa percepção é o reflexo da insegurança materna quanto a sua capacidade de nutrir plenamente o seu bebê. Essa insegurança, com frequência reforçada por pessoas próximas, faz com que o choro do bebê e as mamadas frequentes (que fazem parte do comportamento normal em bebês pequenos) sejam interpretados como sinais de fome. A ansiedade que tal situação gera na mãe e na família pode ser transmitida à criança, que responde com mais choro. A suplementação com outros leites muitas vezes alivia a tensão materna e essa tranquilidade é repassada ao bebê, que passa a chorar menos, vindo a reforçar a idéia de que a criança estava passando fome. Uma vez iniciada a suplementação, a criança passa a sugar menos o peito e, como consequência, vai haver menor produção de leite, processo que com frequência culmina com a interrupção da amamentação. A produção do leite depende basicamente do esvaziamento da mama, ou seja, é o número de vezes que a criança mama ao dia e a sua capacidade de esvaziar com eficiência a mama que vão determinar o quanto de leite materno é produzido.

Existem no leite materno substâncias específicas que inibem a produção do leite, e a sua retirada, por meio do esvaziamento da mama, é que garante a reposição total do leite removido. Qualquer fator materno ou da criança que limite o esvaziamento das mamas pode causar diminuição na produção do leite. A má pega é a principal causa de remoção ineficiente do leite. Mamadas infrequentes e/ou curtas, amamentação com horários preestabelecidos, ausência de mamadas noturnas, ingurgitamento mamário, uso de complementos e uso de chupetas e protetores de mamilo também podem levar a um esvaziamento inadequado das mamas.

            Para aumentar a produção de leite, as seguintes medidas são úteis:
            • Melhorar o posicionamento e a pega do bebê, quando não adequados;
            • Aumentar a frequência das mamadas;
            • Oferecer as duas mamas em cada mamada;
            • Dar tempo para o bebê esvaziar bem as mamas;
            • Trocar de mama várias vezes numa mamada se a criança estiver sonolenta ou se não sugar vigorosamente;
            • Evitar o uso de mamadeiras, chupetas e protetores (intermediários) de mamilos;
            • Consumir dieta balanceada;
            • Ingerir líquidos em quantidade suficiente (líquidos em excesso não aumentam a produção de leite, podendo até diminuí-la);
            • Repouso.

            Apesar de haver controvérsias sobre o uso de medicamentos para o estímulo da lactação, muitas vezes, em casos selecionados e quando as medidas citadas não produziram o efeito desejado, o médico pode indicar o uso de medicamentos galactogogos.

Rosane Responde: A mastite (inflamação da mama) só acontece quando fica leite parado na mama, ou seja, quando o bebê não consegue mamar ou não consegue esvaziar completamente o seio, ou quando a amamentação é interrompida. Nestas situações, a nutriz deve fazer a ordenha (retirada)  do leite materno, manual ou com bomba, até que a situação seja resolvida.

Rose Responde: O bebê amamentado ao seio materno recebe amor, carinho e segurança, fortalecendo o vínculo mãe/bebê; recebe a primeira e mais importante vacina da vida, pois o leite dos primeiros dias (chamado de colostro) começa em pouca quantidade, mas é o suficiente para saciar o bebê e fornecer imunidade contra inúmeras doenças; recebe alimento de fácil e rápida digestão (é por isso que o bebê quer mamar muitas vezes durante o dia); desenvolve a correta respiração, fortalecendo os pulmões; desenvolve o correto posicionamento dos dentes, a fala, o intelecto e a integração social.

Rosane responde: Não existe um número fico de vezes que o bebê deve mamar por dia. O aleitamento materno em livre demanda é o recomendado, pois hoje se sabe que faz parte do comportamento normal do recém-nascido mamar com frequência, sem regularidade quanto a horários. O aleitamento materno sem restrições diminui a perda de peso inicial do recém-nascido e aumenta o seu ganho de peso; contribui para a prevenção do ingurgitamento mamário; diminui a incidência de trauma mamilar e de icterícia neonatal; estabiliza mais rapidamente os níveis de glicose neonatal; promove a secreção de leite maduro mais cedo; e aumenta a duração do aleitamento materno. O tempo de permanência na mama em cada mamada também não deve ser estabelecido, uma vez que a habilidade do bebê em esvaziar a mama varia entre as crianças e, em uma mesma criança, pode variar ao longo do dia, dependendo das circunstâncias. Além disso, a capacidade de armazenamento de leite nas mamas varia entre as mulheres. Independentemente do tempo necessário, é importante que a criança esvazie a mama, pois o leite do final da mamada – leite posterior – contém mais calorias e sacia melhor a criança.

Rosane Responde: O arroto após as mamadas significa que o bebê engoliu ar durante a mesma. Porém, nem sempre isso acontece, e o bebê pode não arrotar. Após a mamada, a mãe deve colocar o bebê na posição vertical, com a cabecinha no seu ombro por aproximadamente quinze minutos. A mãe pode ajudar dando uns tapinhas bem leves nas costa do bebê para estimular o arroto.

Passado esse tempo, a mãe deve colocar o bebê no berço sempre de barriga para cima, mesmo que ele tenha acabado de mamar e não tenha arrotado.

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{ 11 comments… read them below or add one }

Marisa Fialho Schaurich 16/05/2013 às 14:54

LIndo e instrutivo este post! Amamentar para mim foi maravilhoso, sentia-me em estado de graça amamentando meus 3 meninos. O último mamou até bem mais de 2 anos …..heheheheheehhhe e agora vou passar teu post para ele, pois nosso(s) novo(s) netinho(s) estão a caminho. Felizes da vida! bjs

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fabi 19/05/2013 às 23:46

Oi Marisa, que máximooo. Eu entendo bem este teu sentimento! Estou muuito feliz em saber que novos netinhos estão a caminhos, afinal de contas és uma vó super coruja, né? Beijos e fico feliz em saber que vc curtiu o post. Fabi!

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Marilia 16/05/2013 às 20:49

Muito bom este post, Fabi! Tenho certeza que vai ajudar muitas mamães.
Muito elucidativo, com perguntas e respostas super bem colocadas. Parabéns! Bjs

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fabi 18/05/2013 às 13:21

Obrigada!!! Acho que responde questões importantes espero que ajude as mamães. Bjss Fabi!

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Inaia 16/05/2013 às 21:38

Adoreiii… Vou seguir… Já vi que a nutricionista é winnicottiana como eu! Daqui um meses conto de dará certo!

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fabi 18/05/2013 às 13:19

Segue sim, pois as orientações dela vão de acordo com muitas das coisas que eu mesma fiz e deu certo! Bjss fabi!

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Rose Mello 21/05/2013 às 2:31

Nossa FAbi, muito bom este post, vou ter minha filha no dia 24 de maio, proxima sexta-feira e estas informaçoes todas sao de muita importancia p mim. Obrigada mesmo!!!

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fabi 21/05/2013 às 19:30

Oi Rose, que legal que vc gostou! Fico muito feliz de saber! Desejo a você um excelente parto e que seu bebê venha muito lindo e saudável! Você deve estar ansiosa pela chegada! Parabéns! Beijo grande, fabi!

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angela 01/06/2013 às 23:31

Articolo molto interessante… di sicuro non sempre i soliti consigli triti e ritriti… grazie per lo spunto.

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Chance Saunders 13/06/2013 às 1:23

“O refrigerante deve ser evitado, pois possui muito carboidrato (açúcar), que pode passar para o seu leite e provocar cólicas no bebê”, orienta Leonidia Leite Rosa, professora do curso de Nutrição da Veris Faculdades, de São Paulo.

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fabi 16/06/2013 às 22:50

Legal! Bjss fabi!

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